Dólar e Ibovespa caem com investidores à espera de dados dos EUA e de encontro entre Trump e Putin

Dólar e Ibovespa caem com investidores à espera de dados dos EUA e de encontro entre Trump e Putin

Dólar e Ibovespa caem com investidores à espera de dados dos EUA e de encontro entre Trump e Putin

Trump e Putin se encontram nesta sexta (15). O dólar abriu em queda nesta sexta-feira (15), recuando 0,49%, aos R$ 5,391, por volta das 10h15. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caía 0,06%, aos 136.276 pontos. Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Os investidores continuam atentos aos impactos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Ontem, Trump criticou o Brasil, classificando o país como um “péssimo parceiro comercial”. Além disso, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, reforçou as críticas e afirmou esperar novas tarifas e possíveis sanções a autoridades brasileiras. E o líder norte-americano segue no radar mundial, diante do tão aguardado encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, no Alasca. Ainda é incerto um acordo de cessar-fogo na Ucrânia, mas a Casa Branca não descarta uma segunda cúpula, envolvendo o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy. Ainda com os EUA em destaque, hoje serão divulgados dados sobre: vendas no varejo, preços de importações, produção industrial, estoques empresariais e índice de confiança do consumidor. O mercado aguarda esses indicadores na expectativa de que possam sinalizar a possibilidade de início do corte da taxa de juros no país já em setembro, principalmente após dados da inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) terem vindo acima do esperado. No Brasil, a bolsa de valores deve reagir ao balanço do 2º trimestre do Banco do Brasil. O principal destaque foi o lucro líquido de R$ 3,8 bilhões, uma queda de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior e abaixo das expectativas do mercado. Aqui, o IBGE divulgou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) trimestral. O levantamento mostrou que a taxa de desemprego caiu em 18 estados brasileiros no segundo trimestre. A PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar que monitora a evolução da força de trabalho e outras informações socioeconômicas, trazendo dados trimestrais sobre a população ocupada e desocupada, além de indicadores anuais sobre temas como educação, trabalho infantil e outros aspectos relevantes. Veja abaixo como esses fatores impactam o mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair Dólar a Acumulado da semana: -0,33%; Acumulado do mês: -3,27%; Acumulado do ano: -12,33%. Ibovespa Acumulado da semana: +0,33%; Acumulado do mês: +2,47%; Acumulado do ano: +13,36%. Trump critica o Brasil Na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Brasil é um “péssimo parceiro comercial”. Ao ser questionado sobre as tarifas aplicadas a países da América Latina e à aproximação deles com a China, principalmente após a medida, Trump afirmou que não está preocupado. No entanto, ele não poupou críticas ao Brasil: “O Brasil tem sido um péssimo parceiro comercial em termos de tarifas — como você sabe, eles nos cobram tarifas enormes, muito, muito maiores do que as que nós cobramos, e, basicamente, nós nem estávamos cobrando nada”, disse Trump. Apesar disso, dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que o país tem déficit na relação comercial com os Estados Unidos desde 2009. Em 2024, considerando produtos e serviços, o déficit foi superior a US$ 28 bilhões. O presidente americano também voltou a defender Bolsonaro, afirmando que “o Brasil tem algumas leis muito ruins acontecendo”. Falando no ex-presidente brasileiro, o seu filho Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado, disse ontem à Reuters que, após reuniões com autoridades norte-americanas, não vê como o Brasil negociar a redução da tarifa de 50% imposta pelo governo Trump sem que haja “concessões” do Supremo. Encontro com Putin Donald Trump e Vladimir Putin, presidente da Rússia, voltarão a ficar cara a cara nesta sexta-feira (15) — em um encontro com potencial de “selar a paz mundial”, como disse esperar Putin. A reunião, que ocorrerá a partir das 16h pelo horário de Brasília em uma base militar do Alasca que já foi usada para espionagem à ex-União Soviética — em território norte-americano, portanto — não terá a presença do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, a exclusão de Zelensky ocorreu porque partiu de Putin a ideia do encontro com Trump. Embora tenham trocado críticas e ameaças nos últimos meses, tanto Trump como Putin sinalizaram, na véspera da reunião, estar esperançosos que será um bom encontro. Balanço do Banco do Brasil decepciona Ontem, o Banco do Brasil divulgou os seus resultados financeiros do 2º trimestre. No período, a estatal contabilizou um lucro líquido ajustado de R$ 3,784 bilhões. O resultado representa um tombo de 60% frente ao que foi registrado no mesmo período do ano passado, e também da previsão do mercado, que apontavam para um valor na ordem dos R$ R$ 5 bilhões para o período. Como o balanço foi divulgado após o fechamento da bolsa, é no pregão desta sexta-feira que os resultados serão avaliados pelos investidores. Com queda no lucro, revisão do payout (percentagem do lucro distribuída aos acionistas como dividendos) para baixo, e o não anúncio de dividendos, as ações chegaram a cair mais de 2% na abertura do mercado. Por volta das 11h30, porém, as ações subiam 1,36%, após operarem em leilão (quando uma ação sai do pregão por um curto período, sem deixar de ser negociada). Desemprego cai no Brasil A taxa de desemprego caiu em18 estados brasileiros no segundo trimestre de 2025, segundo PNAD Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A média geral do desemprego no Brasil foi de 5,8%, o que representa uma queda em relação ao primeiro trimestre, quando a taxa ficou em 7%. O resultado divulgado hoje foi a menor taxa para o período desde que o IBGE começou a calcular o índice, em 2012. Tiveram queda na taxa de desemprego: Santa Catarina (SC), Goiás (GO), Espírito Santo (ES), Rio Grande do Sul (RS), Mato Grosso do Sul (MS), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Ceará (CE), Maranhão (MA), Alagoas (AL), Amapá (AP), Piauí (PI), Paraíba (PB), Minas Gerais (MG), Pará (PA), Bahia (BA), Amazonas (AM), Rio Grande do Norte (RN); Tiveram estabilidade: Pernambuco (PE), Distrito Federal (DF), Sergipe (SE), Acre (AC), Roraima (RR), Tocantins (TO), Paraná (PR), Mato Grosso (MT), Rondônia (RO). Mercados globais Em Wall Street, os dados econômicos frustraram as expectativas dos investidores. Com o PPI acima do previsto, aumentou a percepção de que o Fed pode adiar o início dos cortes de juros para depois da reunião de setembro. De acordo com dados preliminares, o S&P 500 registrou variação positiva de 0,03%, para 6.468,27 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq registrou variação negativa de 0,01%, para 21.711,34 pontos. O Dow Jones registrou variação negativa de 0,04%, para 44.902,57 pontos. Já os mercados europeus fecharam em alta. Apesar da menor perspectiva de cessar-fogo na Ucrânia, investidores reagiram a dados regionais e aos balanços corporativos das empresas europeias. O índice Stoxx 600 avançou 0,49%, a 553,55 pontos. A bolsa de Frankfurt (DAX) subiu 0,79%, a 24.377,50 pontos, e a de Paris (CAC 40) ganhou 0,84%, a 7.870,34 pontos. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em queda. As maiores baixas foram no Japão (Nikkei), com recuo de 1,45%, e na China (Shanghai SE), com queda de 0,46%. Dólar vive disparada nos últimos dias Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo *Com informações da agência de notícias Reuters
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