Moraes revoga tornozeleira em Marcos do Val, mas mantém apreensão do passaporte

Moraes revoga tornozeleira em Marcos do Val, mas mantém apreensão do passaporte

Moraes revoga tornozeleira em Marcos do Val, mas mantém apreensão do passaporte

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, revogou nesta sexta-feira 29 parte das medidas cautelares impostas ao senador Marcos do Val (Podemos-ES), investigado por suposta obstrução de Justiça.

Na decisão, Moraes autorizou a retirada da tornozeleira eletrônica, o fim do recolhimento domiciliar noturno e o desbloqueio de bens, salários e redes sociais do parlamentar. Manteve, porém, a apreensão dos passaportes de Do Val, com a consequente proibição de deixar o País.

“Efetivamente, as medidas de bloqueio integral de salário e bloqueio das verbas de gabinete e bens se mostravam adequadas e necessárias enquanto o investigado MARCOS RIBEIRO DO VAL encontrava-se fora do território nacional, em descumprimento de medidas cautelares menos gravosas anteriormente impostas, de modo que o seu retorno ao Brasil, com apreensão do passaporte diplomático utilizado na viagem e vedação de se ausentar do país, indica a possibilidade de revogação dessas medidas”, escreveu o ministro do STF.

A medida foi adotada após o retorno do senador, que viajou aos Estados Unidos em julho sem autorização do STF. Moraes atendeu a um pedido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

No despacho desta sexta, o ministro fixou multa de 20 mil reais por postagem com novos ataques às instituições.

Marcos do Val é alvo de dois inquéritos no STF: um que apura a tentativa de arquitetar um plano para anular a eleição presidencial de 2022 e outro que mira ofensas e ataques a investigadores da Polícia Federal. Diante do histórico de descumprimento, Moraes entendeu que ele demonstra “completo desprezo pelas decisões da Corte”, o que justificou a adoção das restrições.

Na semana passada, Do Val publicou um vídeo de mais de uma hora com ataques ao ministro e a outras autoridades. Na gravação, disse ser vítima de perseguição e afirmou que as restrições visam dificultar sua reeleição. “Sabe o que estou esperando, Xandão (sic)? Mais gente da sua corja entrar na Lei Magnitsky […] você não sabe com quem se meteu.”

Em nota, a defesa do parlamentar comemorou a decisão. “Desde o início, manteve-se a convicção de que tais medidas eram desproporcionais e afrontavam a Constituição Federal, atingindo não apenas o senador, mas também o livre exercício do mandato outorgado pelo povo do Espírito Santo”, declararam os advogados Iggor Dantas e Fernando Storto.

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