Reforço militar dos EUA na América Latina gera apreensão em Brasília

Reforço militar dos EUA na América Latina gera apreensão em Brasília

Reforço militar dos EUA na América Latina gera apreensão em Brasília

O governo brasileiro acompanha com cautela a decisão dos Estados Unidos de reforçar sua presença militar no Mar do Caribe Meridional. A operação, anunciada pelo presidente Donald Trump, prevê o envio de navios de guerra, submarinos e aeronaves para atuar sob o comando do Southcom, responsável pelas operações americanas na região.

Segundo fontes de defesa citadas por veículos internacionais, o destacamento inclui o Grupo Anfíbio de Prontidão Iwo Jima, a 22ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, além de um submarino nuclear e contratorpedeiros. O objetivo declarado por Washington é combater organizações de narcotráfico na América Latina, mas analistas apontam também pressão direta sobre o governo de Nicolás Maduro, na Venezuela.

O movimento ocorre dias depois de Trump anunciar um aumento para US$ 50 milhões na recompensa por informações que levem à captura de Maduro, acusado pelo Departamento de Justiça dos EUA de envolvimento com narcotráfico. O presidente venezuelano respondeu chamando a iniciativa de “ameaça imperialista” e advertiu que qualquer ataque poderia significar “o fim do império americano”.

Em Brasília, a leitura inicial é de que o deslocamento militar causa preocupação “em qualquer circunstância”, segundo assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo a BBC. Embora o governo mexicano, liderado por Claudia Sheinbaum, tenha minimizado o risco de intervenção direta por ocorrer em águas internacionais, fontes diplomáticas brasileiras monitoram o avanço da operação.

De acordo com informações divulgadas pela CNN Americana, os reforços enviados pelos EUA também visam enfrentar “ameaças à segurança nacional” atribuídas a grupos narcoterroristas da região. Um oficial da Marinha americana declarou que a tropa está preparada para “executar ordens legais e apoiar os comandantes combatentes conforme necessário”.

Em pronunciamento conjunto, líderes dos EUA e da Rússia afirmaram nesta sexta-feira (15) que trabalham por um acordo para encerrar a guerra na Ucrânia, mas não apresentaram detalhes nem prazos para a possível trégua.

Notícias ao Minuto | 03:54 – 16/08/2025

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