Dólar abre em queda no aguardo de dados do PIB dos EUA

Dólar abre em queda no aguardo de dados do PIB dos EUA

Dólar abre em queda no aguardo de dados do PIB dos EUA

Megaoperação mira esquema bilionário do PCC O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (28) em queda. Por volta das 09h05, a moeda recuava 0,09%, cotada a R$ 5,412. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. Os investidores acompanham a divulgação de dados tanto dos Estados Unidos quanto do Brasil. Por lá, as atenções se darão, principalmente, com a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) trimestral. Aqui, os dados são referentes a preços e consumo. Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Nos EUA, o Departamento do Comércio divulga a segunda leitura do PIB do segundo trimestre de 2025. Na amostra anterior, houve baixa de 0,5% na comparação com os três meses anteriores. Agora, a expectativa é de alta de 3,1%. Outros dados do país que os investidores aguardam são em relação aos pedidos semanais de auxílio-desemprego, de exportação de grãos e de moradias pendentes de julho. No Brasil, serão publicados dados referentes do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) e da confiança de serviços e comércio. Além disso, o IBGE divulga dados da estimativa da população em 2025. Ainda no cenário local, a Polícia Federal realiza na manhã desta quinta-feira uma megaoperação com 1.400 agentes cumpre mandados em 8 estados contra esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis. Fintechs e empresas foram usadas para lavar dinheiro e ocultar patrimônio. Entre elas, a Reag (REAG3), que é listada na bolsa de valores brasileira. Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair Dólar a Acumulado da semana: -0,17%; Acumulado do mês: -3,29%; Acumulado do ano: -12,35%. Ibovespa Acumulado da semana: +0,90%; Acumulado do mês: +4,61%; Acumulado do ano: +15,73%. O impasse no Fed Na segunda-feira (25), Trump anunciou a demissão de Lisa Cook por meio de uma publicação em suas redes sociais. A decisão é vista como mais uma escalada nos ataques do republicano à independência do banco central americano. Cook é a primeira mulher negra a integrar a diretoria do Fed. Na última sexta (22), Trump já havia afirmado que iria demiti-la, caso ela não renunciasse. Na ocasião, ela declarou que “não tinha intenção de ceder a pressões”. O Fed destacou em nota que continuará atuando conforme a lei e que, como de costume, cumprirá qualquer decisão judicial. Segundo o comunicado, essas garantias legais são consideradas salvaguardas essenciais para preservar a independência da política monetária. “Mandatos prolongados e proteções contra demissões arbitrárias asseguram que as decisões do Fed sejam baseadas em dados, análise econômica e nos interesses de longo prazo do povo americano”, afirmou o Fed. Na avaliação de Alison Correia, analista de investimentos e co-fundador da Dom Investimentos, Trump está tentando “arrumar formas” de interferir na aceleração de corte de juros por lá. Ele lembra que, assim como o banco central brasileiro, o Fed é uma instituição independente. “A princípio o presidente não pode mandar embora, a não ser que seja por justa causa. E a Lisa Cook disse que não vai sair, vai ter uma briga jurídica. E o mercado acabou não gostando, e isso acabou azedando os mercados ontem no decorrer do pregão.” A medida ocorre em meio a uma sequência de ataques de Trump contra o Fed e seus integrantes. Em outras ocasiões, ele chegou a xingar o presidente da instituição, Jerome Powell, de “burro” e “teimoso”. Falas de Haddad e Galípolo Em entrevista ao “Portal UOL” nesta quarta-feira (27), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que há um entendimento entre o governo e lideranças partidárias para que o projeto que isenta o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil seja aprovado com a compensação proposta pelo governo. A proposta a que se refere o ministro cria uma taxação mínima para pessoas de alta renda. “Não há hipótese de abrirmos mão da compensação”, disse. Haddad ainda afirmou que o governo segue disposto a negociar tarifas com os Estados Unidos e atua de forma reativa aos anúncios do presidente Donald Trump, destacando ser impossível prever se os norte-americanos ampliarão sanções ao Brasil caso o ex-presidente Jair Bolsonaro seja condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em julgamento em setembro. Já o presidente do BC, Gabriel Galípolo, que falou durante evento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a inflação brasileira já começa a convergir para a meta de 3% da instituição, ainda que de maneira lenta. Segundo o banqueiro central, esse cenário ainda tem demandado que o BC atue com uma política monetária mais restritiva. A expectativa é que a taxa básica de juros (Selic) permaneça no atual patamar de 15% ao ano por um período prolongado. Agentes de mercado financeiro têm melhorado gradualmente as expectativas para a inflação, mas ainda esperam que o índice de preços fique acima da meta neste e nos próximos anos, de acordo com as estimativas mais recentes do Boletim Focus. Bolsas globais Os principais índices acionários de Wall Street fecharam em alta, com o S&P 500 atingindo um novo recorde nesta quarta-feira (27). O índice teve um ganho de 0,24% na sessão, aos 6.481,40 pontos. Já o Nasdaq avançou 0,21%, para 21.590,14 pontos, enquanto investidores aguardam a divulgação dos resultados trimestrais da fabricante de chips Nvidia. O Dow Jones, por fim, subiu 0,32%, aos 45.565,23 pontos. Os mercados europeus, por sua vez, fecharam sem direção definida. Além do balanço da Nvidia, a instabilidade política na França também pesa sobre o sentimento do mercado No fechamento, o índice STOXX 600 registrou leve alta de 0,1%. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,11%. Em Paris, o CAC 40 subiu 0,44%, após queda de 1,6% no pregão anterior. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,44%. Já em Milão, o FTSE MIB apresentou queda de 0,72%. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em baixa, com destaque para as bolsas chinesas, que devolveram os ganhos da manhã. A cautela dos investidores aumentou após a valorização de ações ligadas à inteligência artificial. No entanto, preocupações com a demanda e a deflação se intensificaram após a divulgação de uma nova queda nos lucros industriais da China pelo terceiro mês consecutivo. Em Xangai, o índice SSEC caiu 1,76%, a 3.800 pontos. O CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,49%, a 4.386 pontos. Em Hong Kong, o HANG SENG perdeu 1,27%, fechando em 25.201 pontos. Em Tóquio, o NIKKEI avançou 0,30%, a 42.520 pontos. Em Seul, o KOSPI subiu 0,25%, a 3.187 pontos. Em Taiwan, o TAIEX teve alta de 0,88%, a 24.519 pontos. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo *Com informações da agência de notícias Reuters
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